sexta-feira, 15 de julho de 2011

Valente colega da escola de Sócrates

Vamos imaginar que numa multinacional instalada em Portugal o negócio está a correr bem, é necessário aumentar as instalações.

É feito um estudo financeiro e de mercado, um projecto de arquitectura e engenharia com os novos edificios, consultam-se empreiteiros, escolhem-se os que dão melhores condições, negoceia-se com os bancos o financiamento e marca-se uma data para o inicio da obra.

Ou seja, antes de começar a parte do cimento, já foi gasto muito tempo, trabalho e dinheiro.

Então e se a uns dias de começar a obra, se lembram que o terreno das novas instalações não pertence à empresa, é preciso compra-lo aos actuais proprietários! Isso implica atrasos e custos suplementares, que até poderiam inviabilizar o investimento.

O mais certo era a administração dessa empresa em Portugal ser despedida com justa causa.

Agora vem um jogo descubra as diferenças! A ser verdade esta noticia do jornal O Interior

Ou a noticia em versão vídeo:


(Para que não quiser ler a noticia, vão ser alargadas umas avenidas aqui na Guarda, já foram escolhidos os empreiteiros, mas agora não há dinheiro para as expropriações dos terrenos. Por essa razão não se sabe quando vai começar a obra.)

Ou seja, a obra estava pronta a arrancar quando descobriram que era preciso comprar terrenos e não há dinheiro para isso.

Se a Câmara Municipal da Guarda fosse uma multinacional, a manchete dos jornais nas próximas semanas seria: Valente é colega no curso de Filosofia de Sócrates, em Paris....

3 comentários:

  1. Com uma pequena diferença, o Sócrates não tinha técnicos que davam declarações sobre anonimato e será que Valente já perguntou aos seus técnicos porque deram declarações, se é que deram. Sócrates por menos já teria mandado alguns estudar para a Rússia. De resto tudo igual até o mau jornalismo que por cá se pratica consegue ser pior do que o nacional ou nunca ninguém se questionou como é que um jornal faz uma capa publicitária sem referir "publireportagem". Mesmo que os vinhos da Beira Interior mereçam algum destaque os leitores têm direito a uma informação clara e isenta.
    Para que conste:
    "Artigo 3º do Código da Publicidade
    1 - Considera-se publicidade, para efeitos do presente diploma, qualquer forma de
    comunicação feita por entidades de natureza pública e privada, no âmbito de uma actividade
    comercial, industrial, artesanal ou liberal, com o objectivo directo ou indirecto de:
    a) Promover, com vista à sua comercialização ou alienação, quaisquer bens ou serviços.
    b) Promover ideias, princípios, iniciativas ou instituições.
    (...)
    Artigo 8º (Princípio da identificabilidade)
    1 - A publicidade tem de ser inequivocamente identificada como tal, qualquer que seja o meio de difusão utilizado.
    (...)"

    E agora procurem esta edição em papel e pasmem com o suplemento que é capa http://www.ointerior.pt/index.asp?idEdicao=607&idSeccao=7465&Action=seccao

    Possivelmente trataou-se de um patrocínio, mas se assim for:
    "Artigo 24º (Patrocínio)
    4 - Os programas patrocinados devem ser claramente identificados como tal pela indicação, no início e ou no final do programa, do nome ou logótipo do patrocinador."

    E esta pérola numa secção de economia?
    http://www.ointerior.pt/noticia.asp?idEdicao=585&id=29628&idSeccao=7108&Action=noticia

    Já que é tão atento ao que se passa nessa cidade porque não começa a consultar o jornal que cita com o mesmo espírito crítico com que olha ao seu redor?

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  2. E é verdade que a mulher do dono do jornal é funcionária daquela associação da Câmara?
    Pelo menos os textos que lá aparecem são os mesmos do jornal.
    O Valente anda cego ou é masoquista?

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