sexta-feira, 29 de junho de 2012

Madrid - Lisboa em BTT atravessa Distrito da Guarda

O Distrito da Guarda tem sido palco das maiores aventuras em bicicleta todo-o-terreno (BTT) que se realizam no nosso país.

Em Maio foi a Transportugal Garmin Race, com uma caravana de mais de 100 pessoas, entre atletas, acompanhantes e organização.


Em Junho a mesma prova mas em versão turística, a Transportugal Garmin Tour, que percorre trilhos esquecidos sempre bem perto da fronteira com Espanha.


E de Espanha vem a próxima grande aventura, a ligação entre Madrid e Lisboa. A viagem iniciou-se no dia 23 de Junho e no dia 30 (Sábado) vão chegar a Portugal. Nesse dia a etapa termina no Sabugal, no Domingo dia 1 é feita a etapa Sabugal-Manteigas e no dia seguinte Manteigas-Piodão.

Quem andar pela Serra da Estrela no Domingo entre Valhelhas e Manteigas é bem capaz de se cruzar com estes viajantes!


Quem já está cansado com tanta pedalada, ainda vai a tempo de treinar para outra prova, a realizar no inicio de Outubro, da qual ainda não há grandes pormenores. Mas se for tão bem organizada como somos recebidos nos hotéis que a estão a promover, vai ser um sucesso. É a ligação entre o H2otel em Unhais da Serra e o Lusitânia Park na Guarda, com regresso no dia seguinte. São 200 km a cruzar a Serra da Estrela.


O BTT é cada vez mais importante em termos económicos. Felizmente muitas empresas de fora escolhem o distrito da Guarda para fazer as suas provas/passeios e as unidades hoteleiras locais já perceberam que devem promover e apoiar o turismo de aventura!

sábado, 19 de maio de 2012

Pudim de Caramelo da Guarda - Glint

Nesta altura do ano já não há paciência para publicidade às dietas.

São os produtos que queimam gorduras, que alisam a barriga, que transformam as calorias de um queijo da serra em água e o colesterol de uma morcela da Guarda em músculo abdominal! Se os milagres anunciados na TV pagassem imposto, a Troika era corrida antes do final da novela da noite!

Para limpar a cabeça de toda essa propaganda para mentes fracas, nada melhor que os novos pudins de caramelo, feitos aqui na Guarda. São da marca Glint, que pertence à empresa Gelgurte, que também fabrica os melhores iogurtes do mundo. Os gregos não têm hipótese...


Quem já os provou?

domingo, 29 de abril de 2012

Estacionamento público do TMG encerrado por falta de utentes

Aqui na Guarda há um pequeno mas agradável jardim, mesmo no centro da cidade. 

É no Largo Frei Pedro, onde também se situa o Museu da Guarda, a PSP, o extinto Governo Civil, só para dar alguns exemplos.

Esse jardim está limpo e conservado de uma forma que é impossível de reproduzir numa grande cidade, onde estes espaços são rapidamente vandalizados. Tem várias árvores de grande porte e folha caduca, que deixam passar os raios de Sol no Inverno e fazem uma sombra fresca no Verão.

Jardim do Largo Frei Pedro

Na foto seguinte pode-se ver outra perspectiva do Largo Frei Pedro, numa foto tirado junto ao Jardim José de Lemos. À direita vê-se a Igreja da Misericórdia e mais para o lado esquerdo ao fundo está a Torre dos Ferreiros.


Numa outra foto tirado no mesmo local, mas na direcção inversa, é visível em primeiro plano parte do Jardim José de Lemos e a Rua General Humberto Delgado. Lá mais ao fundo fica a entrada para o Teatro Municipal da Guarda.


No edifício do Teatro Municipal da Guarda (TMG) existe um parque de estacionamento público com 175 lugares, com preços que quase não devem dar para pagar a electricidade gasta na sua iluminação! Quem anda de carro em Lisboa está bem sentado? O parque custa 0,60 € por hora, sem limite de tempo. Uma avença mensal diurna custa 31 €, pouco mais de 1 € por dia. Uma avença mensal 24 horas por dia fica a 47 €. 

 
Seria de esperar uma grande utilização deste parque, mesmo no centro da cidade. A pé, fica a 2/3 minutos de tudo, numa das raras zonas planas da cidade. Mas a realidade é que, talvez por ser pago, tem muito pouca utilização.

Os locais de estacionamento pago à superficie são escassos e a fiscalização ainda mais. É relativamente fácil encontrar um lugar gratuito, mesmo que para isso se tenha de sair mais 200 ou 300 metros do centro.

Fica aqui um mapa com vários locais de estacionamento que juntos representam quase mil lugares, o que é muito numa cidade que agora não deve ter muito mais de 20.000 habitantes. (carregue para ampliar).


Centro Comercial Vivaci: Tem 3 pisos de estacionamento, com 393 lugares, onde as 2 primeiras horas são grátis. Só em dias de muito movimento os 3 pisos estão abertos.

Mercado Municipal e Centro Coordenador de Transportes: Fica a cerca de 400 metros do centro da cidade, embora seja preciso vencer uma rampa algo inclinada. Mas os beirões são rijos e já estão habituados, pelo que é um parque bastante utilizado. Assim por alto, terá mais de 200 lugares.

Cemitério Velho: Um parque mais pequeno, mas que serve mais directamente a Sé, a Praça Velha e todo o centro histórico. Fica a cerca de 300 metros da Praça Velha, menos de 5 minutos a pé. Terá perto de 100 lugares.

Mas o que têm o Largo Frei Pedro a ver com estacionamento e com o título deste post? 


Está tudo explicado aqui. De forma resumida, a Câmara Municipal da Guarda quer destruir o jardim do Largo Frei Pedro, para fazer um parque de estacionamento subterrâneo, que irá ser explorado por quem o quiser construir. Além das receitas desse parque, o promotor ainda iria receber a quase totalidade do estacionamento cobrado à superficie.

Parece ser um equipamento muito útil, dadas as distâncias enormes dos parques de estacionamento mais próximos. O Vivaci fica a 400 metros, sem grande subidas pois é possível ir de elevador para o piso 2, junto ao centro histórico. O Cemitério Velho fica a 300 metros por ruas inclinadas ou a 500 metros por ruas mais planas. O Mercado Municipal fica a 500 metros, embora seja preciso vencer um desnível de 50 metros.

Mas bem mais perto e propriedade da Câmara, fica o estacionamento do TMG. São 250 metros, completamente planos. 

 Vista da entrada do TMG para o Largo Frei Pedro.
O circulo verde é o local onde foram tiradas a 2º e 3º fotos em cima.

Vamos recapitular. Existe na cidade, propriedade da Câmara Municipal, um estacionamento coberto, onde são cobrados preços simbólicos. Talvez por causa desse preço simbólico, o parque tem uma taxa de ocupação muito reduzida, já que é fácil estacionar gratuitamente noutros locais muito próximos.

Só vejo uma razão para esta ideia genial! Os comerciantes do centro da cidade passam a vida a queixar-se que não têm clientes por falta de estacionamento. O desemprego, a crise, os horários pouco ajustados aos clientes, as lojas que não se souberam modernizar, a falta de qualidade do atendimento ao publico, nada disso são problemas. O que levas as pessoas a não comprar no comercio tradicional é a falta de estacionamento...

Quem é contra este estacionamento, não tem de se preocupar. Não é preciso fazer cordões humanos para defender o jardim, nem protestar pela existência de transportes públicos urbanos, nem fazer abaixos-assinados, nem as muito na moda providências cautelares.

Se existe um parque de estacionamento às moscas, quem é o louco que vai gastar milhões para fazer outro ao lado?

Mas será o executivo camarário incompetente? Devia ser despedido por justa-causa? Claro que não, eles sabem muito bem que este projecto não vai para a frente. Mas assim em 2013 vão ganhar votos de quem queria o estacionamento (nós tentamos, mas com a crise os promotores não conseguiram financiamento bancário) e também de quem não queria, ficando calados para já ninguém se lembrar de tal ideia....

Entrada do parque do TMG:

Ou então estou completamente enganado, dentro de pouco vamos ter a seguinte manchete nos jornais: "Estacionamento público do Teatro Municipal da Guarda encerrado por falta de utentes. Oposição acusa o presidente da Câmara de querer beneficiar a empresa proprietária do parque do Largo Frei Pedro. A empresa ameaçou na semana passada processar a CMG, pois a receita atinge apenas 15% do previsto no caderno de encargos".



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Transportugal Garmin e Travessia do Mondego em BTT

Para quem gosta de pedalar de forma desportiva, a Guarda é o paraíso!

Para os estradistas, há quilómetros sem fim de estradas praticamente desertas de carros, quase todas com bom piso. Quem procurar subidas, vai para a zona da Serra da Estrela, onde estão as mais compridas do país. Quem quiser sobe-e-desce, vai para Norte, por exemplo entre Celorico da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres ou Pinhel, não faltam percursos. Para um passeio mais calmo, fica aqui a zona mais plana do país, entre o Sabugal e Almeida, mesmo junto à fronteira com Espanha.

Se para estrada é bom, para BTT nem se fala. Há de tudo, só não se arranjam passeios à beira mar. Subidas e descidas longas, subidas e descidas técnicas, trilhos rápidos, areia, pedras, calçadas rebenta-esqueletos, trilhos estreitos, ponte seculares, florestas fechadas, paisagem de cortar a respiração. É só escolher!

Para quem não conhece a região, ficam aqui duas sugestões em BTT muito interessantes.



A primeira é a Transportugal Garmin, que já vai na sua 10º edição. Apesar da crise mundial, em Maio mais de 60 "doidos" oriundos de 13 países diferentes vão atravessar Portugal de uma ponta à outra. Como não podia deixar de ser, as etapas mais bonitas passam aqui pela Guarda. É a 2º etapa, de Freixo de Espada à Cinta até à Guarda, e a etapa seguinte, que termina em Unhais da Serra.

Para quem tem o sonho de um dia fazer a Transportugal, tem no próximo Domingo, dia 22 de Abril, a oportunidade de vir conhecer uma etapa, a 3º da Guarda a Unhais da Serra. São mais de 100 km atravessando toda a Serra da Estrela! Possivelmente os trilhos ainda vão ter alguma neve, especialmente na zona da Santinha e no final da subida do Vale Glaciar de Manteigas.

Para mais informações, ver aqui e como fazer a inscrição grátis aqui: http://www.facebook.com/TransPortugal


Outro evento muito interessante está a ser organizado pelo Clube de Montanhismo da Guarda. É a Travessia do Mondego, desde a nascente na Serra da Estrela, até à Foz, na Figueira da Foz.



É uma actividade que se vai dividir por vários fim-de-semanas, tentando seguir o mais próximo possível do Mondego em BTT. Estão prometidas paisagens espectaculares e apesar de ser sempre a descer, muitas dificuldades para vencer!

Razões não faltam para vir pedalar até à Guarda!

segunda-feira, 12 de março de 2012

O Galo ardeu, nem a alemã gorda o salvou!

Já com algum atraso, ficam aqui algumas fotos do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo.


É uma tradição recente aqui na Guarda. Na 2º feira de Carnaval é feito junto à o Julgamento do Galo, que é acusado de todo o mal que aconteceu durante o ano.


 O Galo, a caminho do Julgamento


Este ano o Galo não iria ser acusado apenas das coisas más que aconteceram na Guarda (são sempre as mesmas), mas sim de todo o país.




A caminho da Praça Velha

Companhia de animação de rua Kull D’Sac



A acusação iria ser feita pelo melhor representante de todos nós, o Zé Povinho. Afinal, fomos nós os mais prejudicados por todos os disparates que o Galo fez.

O Zé Povinho a dançar! Haja alegria, é preciso esquecer a crise.

Para defender o Galo, algumas das personagens que enriqueceram à custa dele. Umas vezes com a ajuda do Galo, outras vezes aproveitando-se da sua ignorância. Conhecem o Duarte Lima-te ou o Ismaltino Orais?

 
O advogado Duarte Lima-te

Já se está a ver o que aconteceu...arranjaram uma juíza corrupta e o Galo foi absolvido...todo a gente ficou revoltada, tantos crimes cometidos e provados, mas depois o Galo safa-se no tribunal. É sempre a mesma coisa...

A Juiza corrupta.

Onde já vimos nós esta história?

O Galo é inocente, declara a Juíza.

Mas a reviravolta aconteceu. Já o Galo estava a caminho de Paris, quando vindo da aldeia do Jarmelo, surgiu de surpresa D. Pedro, o Justiceiro. A Juíza corrupta e os seu amigos fugiram com medo e o Galo não escapou à fogueira.

D. Pedro veio fazer justiça.

A Juíza fugiu com o rabinho entre as pernas!

Mas mesmo ao pior criminoso, deve-se conceder um ultimo desejo na hora da pena capital. E que desejo, ainda hoje tenho tenho pesadelos com alemãs gordas...O Galo quis ver pela ultima vez a sua grande amiga, que tanto o ajudou a tramar o Zé Povinho. E viu-a muito bem, como infelizmente todos nós. Que visão horrível!



Pior que um filme de terror!

É esta senhora que manda em nós..


Não se percebe como foi o Galo perder-se de amores por esta coisa.

Mas o destino estava traçado. A fogueira foi acesa, em poucos minutos o Galo virou cinza e a noite fria de Fevereiro ficou um pouco mais quente.

Já não escapa.


Já está todo a arder!

Que bela fogueira.

Já foste!

Mas cuidado, continuam muitos Galos à solta por aí. É preciso manter o Zé Povinho unido e alerta para os levar todos à fogueira. Não podemos ser mansos, nem com o próprio marido.

Quem não é funcionário publico, já sabe. Para o ano o Carnaval é na Guarda. Diz-se pela cidade que o Galo vai ser substituído por outro animal que salta, tem grandes orelhas e um pelo macio! Por isso se é funcionário público vai também querer meter uns dias de férias e vir cá à Guarda deitar fogo ao bicho.

Mais fotos com melhor qualidade aqui.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Manifestação pelo troço ferroviário entre a Guarda e Covilhã

No inicio do ano de 2009, a circulação de comboio entre a Guarda e a Covilhã foi suspensa. Na altura foram apresentadas razões de segurança e foram prometidas obras profundas na linha, numa primeira fase, a que se seguiria a sua electrificação.

As recauchutadas automotoras Allan, apesar de poderem atingir os 100 km/h, nessa altura demoravam bem mais de uma hora a ligar as duas cidades, distância que podia ser percorrida em pouco mais de 30 minutos pela A23, na altura sem portagens. Os passageiros eram muito poucos, o que é normal com apenas 3 viagens diárias em cada sentido e a dobrar o tempo de viagem de autocarro ou o carro particular.

Fonte: www.cp.pt

As coisas até pareciam estar a correr bem. Numa primeira fase, a via foi renovada desde Caria até Belmonte e o túnel do Barração/Sabugal foi beneficiado e preparado para a electrificação, obras onde foram gastos cerca de 7 milhões de euros, segundo o site da REFER.

Mas entretanto a obra foi esquecida, quer por quem está longe em Lisboa, quer por quem foi eleito para defender os interesses das populações locais.

Aqui pela Guarda, os políticos de quando em vez lembram-se da Linha, muitas vezes porque na Covilhã o assunto é relembrado primeiro.

Aspecto da Linha da Beira Baixa perto da Guarda. Está à esquerda, no meio das ervas.


Mas as declarações que são proferidas pelos responsáveis políticos da Guarda só mostram a pouca importância que dão ao assunto e a falta de respeito por quem os elegeu e lhes paga o ordenado e muitas outras regalias.

Veja-se esta noticia, do Jornal "O Interior" de dia 21-07-2011. São declarações do Eng. Joaquim Valente, presidente da Câmara da Guarda:
«Os trabalhos até à Guarda estão ativos, como o rebaixamento do túnel do Barracão para passar a catenária e a supressão de passagens de nível. Como estamos no final da linha, as intervenções fazem-se mais tarde e é preciso cortar totalmente a circulação. O que sei é que se está a cumprir a calendarização da obra».

Mas consultando o site da REFER, as obras no túnel do Barracão já tinham sido concluídas em Março de 2011, assim como a renovação da via entre Caria e Belmonte. Não havia nenhum obra a decorrer nem muito menos a calendarização prevista em 2009 aquando do encerramento do troço iria ser cumprida. Alias, actualmente nem sequer há calendarização.


Cartaz junto ao túnel do Sabugal.

Como é que alguém pode ser presidente de um município e não estar informado sobre um assunto tão importante para as populações e para as empresas como uma linha de caminho-de-ferro? 

Recentemente, a Linha da Beira Baixa volta às páginas dos jornais. A CP, e bem na minha opinião, resolveu acabar com o serviço de autocarros alternativos entre a Guarda e a Covilhã. Circulavam por estradas rurais, algumas já com muito pouco asfalto, demorando tanto tempo que a velhinha automotora.

Há algumas semanas, um cidadão nascido na Guarda criou um movimento no site do Governo, onde é pedida a reabertura da Linha da Baixa entre a Covilhã e a Guarda.

Paralelamente convocou também uma manifestação para o próximo sábado, dia 10 de Março às 15 horas, junto à Estação da Guarda. Espero estar presente e que muito mais pessoas vão também. É preciso mostrar a quem nos (des)governa que não vamos permitir que aconteça aqui o mesmo que no Tua, em Vila Real ou em quase todo o Alentejo.

Um pergunta final. Será que os políticos (no poder e na oposição) que neste 3 anos com a linha fechada nada fizerem, vão aparecer para dizer palavras bonitas aos jornalistas? Lata para isso têm eles.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O ano tem 365 dias, o Carnaval foi trokiado, mas o galo não escapa à fogueira

Aqui pelo Interior há fenómenos muito curiosos.

Se em Cascais, Amadora, Loures e Vila Franca de Xira se lembrassem de fazer a Feira do Pastel de Nata, todas no mesmo fim-de-semana, iriam ser considerados loucos. Em vez de juntarem todos os interessados (clientes e produtores) na mesma feira, iam-se dividir pelas 4. Nenhuma feira iria ter sucesso. Apesar de o mercado potencial serem 3 milhões de pessoas!

Serve esta introdução para apresentar alguns dos eventos que vão existir aqui na região na altura do Carnaval.

O evento que talvez junte mais pessoas é a 17.ª Feira das Tradições e Actividades Económicas de Pinhel. Este ano tem como tema a Gastronomia Concelhia, a cabeça de cartaz é a fadista Carminho e decorre de 6º feira a Domingo, dias 17, 18 e 19.


De Pinhel a Celorico da Beira são pouco mais de 40 km que se percorrem calmamente em 40 minutos por bonitas estradas secundárias.

Por coincidência, também nos dias 17, 18 e 19 se vai realizar aí a Feira do Queijo, incluindo produtores de artesanato e gastronomia regional.


Se ainda acha que não viu o suficiente, não desespere. Aqui há sempre solução! De Celorico da Beira a Gouveia são só 28 km, que se fazem num instante e sem portagens. Mas o que há em Gouveia?

É a Expo-Serra, de 17 a 21 de Fevereiro. Não percebo porque acaba numa 3º feira, dia de trabalho. Ah, era dia de Carnaval...Então é melhor ir Domingo, dia 19, onde se vai realizar a Feira do Queijo. É uma feira organizada em conjunto com os municípios de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres, que vai rodando de localização de ano para ano. Por isso se vem para comprar queijo, venha a Gouveia. Não sei se é a melhor feira, mas merecem pela união de esforços!


Mas vir para estes lados no Inverno e não visitar a Serra? Não pode ser. Siga em direcção a Manteigas, são um pouco mais de 30 km, a serem percorridos bem devagar, a estrada é de montanha e a paisagem é deslumbrante!

Qual não é o espanto quando deparar em Manteigas com a Expo Estrela 2012, mostra de Actividades e Artesanato! De dia 18 a 21! Mesmo que já tenha comprado 3 queijos, não deixe de comprar outro em Manteigas!


Depois de percorrer 4 feiras e provar 1000 variedades de queijos e enchidos, o melhor será dormir em Manteigas e no dia seguinte fazer uma valente caminhada. Pode consultar os percursos do projecto Manteigas Trilhos Verdes ou melhor ainda, inscrever-se num passeio de uma empresa local.

Mas não se canse muito, que na 2º feira à noite na Guarda há o Julgamento e Morte do Galo do Entrudo, culpado de todo o mal que aconteceu ao longo do ano, inclusive ter gasto 2 dias de férias para a escapada do Carnaval que já estava combinada há muitos meses! Aqui está a reportagem do ano anterior.


Para acabar as mini-férias em beleza, um Carnaval bem tradicional. Fica em Famalicão da Serra, uma aldeia perdida num buraco a caminho da Serra da Estrela. 

Imagem retirada da Agenda da Guarda de Fevereiro.

Para quem depois de tanta feira ainda não está farto de queijos e enchidos, pode sempre voltar no fim-de-semana seguinte. Em Trancoso descobriram que é melhor fazer uma feira de maior dimensão, com produtores e clientes das cidades vizinhas. A 9.ª Feira do Fumeiro vai-se realizar dias 24, 25 e 26 de Fevereiro e ainda nos dias 3 e 4 de Março.


Por isso a medida de acabar com o feriado do Carnaval é positiva. Para o ano não vão todos querer realizar os eventos no mesmos fim-de-semana. Afinal há 54 por ano!

ACTUALIZAÇÃO!!!

Como todos estes eventos ainda eram poucos...Almeida também se vai juntar à festa.

É a 16ª Feira Feira do Fumeiro e do Artesanato de Almeida. Relembro que Almeida fica a 28 km de Pinhel...vai-se realizar de 18 a 21 de Fevereiro.Mais informações aqui.





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Turismo na Serra da Estrela - Excursões à Torre ou um mundo por descobrir!

Todos os anos é a mesma coisa. Nesta altura do ano, depois de caírem um flocos de neve numa pequena parte da Serra da Estrela, aparecem reportagem nas televisões sobre "turistas" que sobem à Serra da Estrela para ir ver a neve.

As imagens e as perguntas são sempre iguais que até poderiam utilizar as reportagens de anos anteriores, ninguém iria perceber. Para dar alguma emoção, há sempre carros despistados, autocarros que ficam retidos na Torre, escuteiros que se perdem umas quantas horas. Há também pessoas a reclamar que não podem subir à Torre nos seus carros citadinos por causa da neve. Mas afinal queriam neve ou não?

Na 2º feira, o resultado é visível. Lixo nas bermas da estrada, sacos plástico nas supostas pistas de ski...e a Serra vazia de gente, porque não há mais nada interessante para fazer além de ir à Torre.

As empresas de Turismo de Natureza têm todas uma oferta muito idêntica. Passeios de Moto 4, Paint-Ball, Slide e actividades afins, que tanto podem ser feitas na Serra da Estrela como em Santarém, em Beja, em Aveiro...

Felizmente as mentalidades começam a mudar, começando por alguns dos autarcas locais. Um bom exemplo é o projecto Trilhos Verdes, dinamizado pelo Concelho de Manteigas. Apesar vários aspectos a corrigir, é uma ferramenta muito útil para quem não conhece a Serra, mas suspeita que terá mais para oferecer do que o centro comercial na Torre.

(carrege na imagem para ver maior)

Outro bom exemplo, mais recente, é a empresa Trilhos de Ideias. Um Engenheiro Biofísico e uma Bióloga mudaram-se de armas e bagagens para Manteigas, estudaram a Serra, mandaram a crise às urtigas e criaram uma empresa que se dedica ao Turismo Ambiental. Todas os fim-de-semana organizam Caminhadas de Montanha, onde além de guiarem os turistas pelos trilhos, desvendam os segredos da Serra, as tradições, as lendas e os costumes das gentes serranas.



A pouco e pouco têm-se dado a conhecer ao mercado, trazendo pessoas de longe que participam nas suas actividades, ocupam os turismos rurais e os restaurantes, compram produtos regionais e no dia seguinte contam aos amigos e colegas que a Serra da Estrela é um mundo por descobrir, muito para além de fazer sku em 5 cm de neve dura.



 Aqui estão mais algumas fotos das actividades que já realizaram.

Espero que tenham muito sucesso e que sejam imitados rapidamente por outras empresas. Além da Serra da Estrela há muito mais para mostrar e explorar de forma sustentável no Portugal profundo e desconhecido.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Prémio Eng. António Guterres


Noticia publicada no jornal "Terras do Interior" no dia 4 de Janeiro de 2012.

Prémio Eng. António Guterres de 2011

Como já é tradição desde 2003, a Câmara Municipal da Guarda anuncia nos primeiros dias de Janeiro o prémio "Eng. António Guterres", atribuído à personalidade que mais contribuiu para o desenvolvimento da Guarda durante o ano anterior.

O prémio tem o nome do ex-primeiro ministro Eng. António Guterres, pois durante o seu mandato foi ordenada a conclusão da auto-estrada A23 até à Guarda. Como se sabe, foi essa auto-estrada que veio trazer o progresso e o desenvolvimento económico e social a toda a Beira Interior, que até aí vivia em declínio e caminhava para a desertificação.

Prémio de 2011 para o calor da Covilhã

O prémio referente ao ano de 2011 vai ser atribuído ao Presidente da Câmara da Covilha, Dr. Carlos Alberto Pinto.



A causa é o Data Center da PT. Uma das razões para a Covilhã ter sido escolhida pela PT foram as suas baixas temperaturas médias. Mas essa escolha foi feita com base nas temperaturas médias das Penhas da Saúde, a 1500 metros de altitude. Os doutores e engenheiros de Lisboa, sabendo que a Covilhã é a cidade da Neve, tomaram esses valores como fiáveis, pois o Data Center irá ser instalado a apenas 12 km das Penhas da Saúde em linha recta.

Local do Data Center na Covilhã, a 485 metros de altitude.

Mas esqueceram-se que a altitude desse local é inferior a 500 metros, mais de 1000 metros de diferença. De Inverno não é muito quente, mas de Verão é um inferno!

O outdoor mais rentável da C.M. da Guarda

Mal se iniciou a construção do Data Center, em Agosto de 2011, muitos responsáveis por empresas internacionais visitaram a Covilhã. Como vieram de carro do Porto, enquanto subiam a A23 de volta ao aeroporto Sá Carneiro, viram um outdoor gigante colocado perto da Benespera pela C.M. da Guarda onde se lia: "Guarda, the highest and cold city of Portugal". Depois do inferno que apanharam na Covilhã, ficaram curiosos e vieram visitar a cidade.

Parque Eólico da Guarda, a 970 metros de altitude, local escolhido pela Google para o seu Data Center 

O resultado já e conhecido de todos. Empresas como a Google, o Facebook e a Yahoo já compraram terrenos e vão-se instalar na Guarda. Preve-se que durante o ano de 2013 já estejam a funcionar em pleno, criando 2000 postos de trabalho directos e 5000 indirectos.

O prémio será entregue no Carvanal, durante o Julgamento e Morte do Galo do Entrudo.

Aviso: Como todos devem ter percebido, infelizmente esta noticia é falsa e o jornal "Terras do Interior" não existe.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A23 - Alternativas Pórtico a Pórtico

Antes da leitura deste post, aconselho a leitura de um igual sobre a A25, onde são dadas algumas explicações sobre as análises das alternativas. Sobre a A23 já havia uma análise idêntica no Blog do Katano, aqui acrescentei o factor custo, para verificar se compensa utilizar a A23 com portagens ou as estradar ditas alternativas.

Resumo

A A23 pode-se dividir em 2 zonas, divididas pelo nó do Fratel.

Com um valor por quilómetro tão elevado, a norte do Fratel compensa utilizar sempre as alternativas, nunca passando por nenhum troço cobrado. As estradas alternativas em alguns locais têm muitas curvas ou passam por zonas urbanas, mas mesmo assim compensa face ao valor exorbitante das portagens. Isto não quer dizer que haja boas alternativas. Quer dizer é que os valores cobrados são um roubo, comparados com outras auto-estradas em zonas com bons transportes públicos, como a A1.

A sul do Fratel não há grandes hipóteses. As alternativas são tão más, que em poucos locais o custo de as utilizar é superior ao custo das portagens. Ou se tem de fazer muitos mais quilómetros por estradas secundárias, ou de passar pelo meio de cidades de considerável dimensão, perdendo-se muito tempo.

Quadro comparativo:
(carregue nas imagens para ver melhor)

Em seguida deixo o quadro comparativo, onde são analisadas as várias opções desde a Guarda até ao nó com a A1. Por vezes há zonas que se repetem, pois saindo da A23 só compensa entrar alguns nós mais à frente. O quadro tem o nó de inico e fim, os quilómetros e o tempo na A23, o preço da portagem onde existem pórticos, a distância, o tempo e a diferença de tempo entre a A23 e a alternativa. Do lado direito está a comparação entre a A23 e a alternativa em relação ao consumo de combustível e ao desgaste da viatura por a distancia ser diferente, além da diferença de tempo convertida em Euros.

A vermelho estão os troços onde é mais económico utilizar a A23 pagando portagem do que a alternativa. No final está uma linha, com o trajecto Guarda-A1, comparando utilizando e pagando a A23 nos troços a vermelho. O valor de 13,35 € de portagens são as que se deixam de se pagar por usar as alternativas.




Análise pórtico a pórtico:
(carregue nos mapas e faça gravar para ver melhor)

Nos mapas a linha vermelha representa a A23. A linha roxa representa a alternativa. 

Nó 35-Guarda Sul ao nó 32-Belmonte Sul
Da cidade da Guarda para sul é a doer. Há logo 3 pórtico seguidos, são 3,70 € até Belmonte Sul. O troço seguinte já não tem pórtico, mas como aqui a N18 passa longe deste nó, não compensa regressar à A23 neste local. Demora-se mais do dobro do tempo e são quase mais 10 km.
Conclusão: Se o objectivo for chegar a Caria vindo da A25 ou mesmo do centro da Guarda, a A23 será uma boa opção. Caso o objectivo seja seguir mais para Sul, utilizar a N18. Nem compensa utilizar o troço seguinte gratuito, como se verá mais à frente.


Nó 30-Covilhã Sul ao nó 29-Fundão Norte
Neste troço a N18 é paralela à A23. A distância que é preciso percorrer a mais tem a ver com a saída e entrada na A23. O maior inconveniente é o tempo, pois há algumas rotundas.
Conclusão: Se o objectivo for sair da A23 e voltar a entrar e se valorizar muito o tempo, compensa seguir pela auto-estrada. Mas se a origem/destino for o Fundão/Covilhã, compensa sair da A23 e poupar 1,50 €.


Nó 35-Guarda Sul ao nó 29-Fundão Norte
Como foi referido atrás, da Guarda ao Fundão a N18 distancia-se um pouco da A23, pelo que não compensa estar a entrar e a sair para aproveitar os troços sem pórticos. Sendo assim, a melhor opção se se quiser evitar as portagens será fazer o percurso entre a Guarda e o Fundão sempre pela N18. São mais alguns quilómetros e quase o dobro do tempo, mas pagar 5,20 € por menos de 49 km é muito caro…
Conclusão: Seguir pela N18, excepto se o tempo for muito importante.


Guarda – Covilhã
A distância não é muita, mas a A23 ainda passa um pouco ao largo da Covilhã e da Guarda. Quando o objectivo é ligar as duas cidades, essa distância pode penalizar ainda mais a opção A23. Por isso faço esta análise, não considerando os nós da portagem, mas sim locais possíveis onde se faria a opção entre a A23 e a N18.
Mesmo sem portagem a maior vantagem da A23 é o menor tempo de viagem, pois a distância é maior. Com uma portagem a mais de 0,10 € (3,70 € por 36 km), só se tendo mesmo muita pressa é que compensa ir por lá.
Conclusão: Para ligar directamente a Guarda à Covilhã, percorrer as curvas da N18, trocando-se mais 15 minutos de viagem por 3,70 € na carteira.


Nó 27-Castelo Novo ao nó 26-Soalheira e
Nó 25-Lardosa ao nó 24-Alcains
Depois da passagem da Serra da Gardunha, felizmente sem portagens, entramos numa zona plana, onde as estradas alternativas seguem paralelas à A23 e sem grandes curvas. É o caso destes troços, onde a saindo e entrando na A23 não se fazem muitos mais quilómetros. Perde-se algum tempo, mas pórtico a pórtico poupam-se muito euros.
Conclusão: Seguir pela N18, excepto se o tempo for muito importante.



Nó 23-Castelo Branco Norte ao nó 17-Fratel
Entre Castelo Branco Norte e o Fratel há apenas 2 troços onde não há pórticos. Desta forma, não compensa andar a saltar entre a A23 e o IP2, a alternativa nesta zona. Mais ainda sendo a alternativa o IP2, que permite fazer boas médias e velocidades próximas da A23. São menos 4,80 € de portagens por apenas mais 3 km e 15 minutos de viagem.
Conclusão: Seguir pelo IP2, excepto se o tempo for muito importante.

 

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A partir deste ponto e até à A1 não há como fugir à A23. Apesar de mais à frente a A23 deixar de ser uma auto-estrada, para ser um via rápida urbana. Curvas apertadas, faixas estreitas, nós de acesso consecutivos. Saindo da A23, ou se atravessam zonas urbanas ou é preciso ir dar uma volta sem fim. A estrada antiga passa a sul do Tejo. Seria preciso seguir pelo IP2, passar a barragem e as curvas do Fratel e fazer muitos mais quilómetros por estradas nacionais secundárias. Também não é opção viável, face ao valor das portagens na A23. 

Nó 14-Envedos ao nó 13-Gavião
A alternativa passa pelo meio de aldeias, demora-se o triplo do tempo. É preciso fazer várias viragens em cruzamentos, usar GPS com o percurso carregado.
Conclusão: Seguir pela A23, utilizar a alternativa se o tempo não for importante.


 

Nó 12-Mação ao nó 11-Mouriscas
A alternativa passa pelo meio de aldeias, demora-se o triplo do tempo. É preciso fazer várias viragens em cruzamentos, usar GPS com o percurso carregado.
Conclusão: Seguir pela A23, utilizar a alternativa se o tempo não for importante.


Nó 10-Abrantes Este ao nó 9-Abrantes Oeste
O percurso alternativo implica cruzar o centro de Abrantes, uma cidade de 20.000 habitantes. Um percurso que na A23 demora 3 minutos irá demorar uma eternidade.
Conclusão: Seguir sempre pela A23.


Nó 8-Montalvo/Abrantes ao nó 7-Constância Centro
O único troço nesta zona onde compensa sair da A23. A alternativa é a N3, a distância é a mesma e passa fora de zonas urbanas. Perdem-se 5 minutos, mas poupa-se 1 €.
Conclusão: Seguir pela N3, excepto se o tempo for muito importante.


Nó 4-Atalaia ao nó 1-Zibreira
Apesar de pelo meio haver um troço sem pórticos entre o Entroncamento e Torres Novas, não compensa entrar e voltar a sair da A23. A alternativa vária entre o muito bom (IC3) ao muito mau (atravessar o centro do Entroncamento).
Conclusão: Seguir pela A23, utilizar a alternativa apenas se o tempo não for importante.


Agradeço sugestões de outras alternativas melhores do que as apresentadas aqui. Dúvidas ou sugestões, para o e-mail vivercidadeguarda@gmail.com.