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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Rota das Amendoeiras


Durante umas semanas do ano, a paisagem no Douro Superior ganha um brilho ainda mais especial. 

Algures entre o final de Fevereiro e o final de Março, a amendoeiras enchem-se de flores, pintando a paisagem de um branco rosado de cortar a respiração.


Esta dádiva da natureza atrai todos os anos à região muitos turistas, aliciados também por várias feiras e festas dedicadas à flor da amendoeira.


Uma das melhores formas de conhecer este tesouro é de comboio. A CP todos os anos tem um comboio especial, que parte do Porto, percorre toda a linha ainda aberta do Douro até à estação do Pocinho. 

Nesse local os turistas trocam o ferro pela borracha e escolhem um dos vários percursos pela região, com visitas guiadas a algumas das muitas atracções turísticas da região.


Este ano os comboios utilizados pela CP vão ser do tipo Intercidades, com 1.º e 2.º classe. Como os preços entre classes são quase iguais, a melhor opção é sem dúvida a 1.º classe, com carruagens muito mais confortáveis!


Se nunca visitou as amendoeiras em flor, aproveite esta oportunidade!

Mais informações na página da CP.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Inauguração do Centro de BTT no Sabugal

No passado Domingo foi dia de pedalar pelo Sabugal, na há muito aguardada inauguração do Centro de BTT local.


Um Centro de BTT é construído segundo regulamentos da UVP-Federação Portuguesa de Ciclismo, onde existe uma estrutura base de apoio (sanitários, balneários, lavagem de bicicletas e oficinal self-service) e uma rede de percursos marcados no terreno e em GPS com vários níveis de dificuldade.




Tem como objectivo principal permitir que quem visite uma região possa percorrer trilhos e caminhos rurais em segurança e em autonomia, com a garantia que os percursos estão limpos, marcados e são adequados à sua condição física.

No caso do Sabugal, o promotor é a Câmara Municipal, em associação com o Clube Terra do Côa - Ciclismo e Aventura no Sabugal. A empresa responsável pela implementação foi a A2Z-Consulting.

Fonte: https://www.facebook.com/terrasdocoa
Este foi o primeiro Centro de BTT inaugurado no Distrito da Guarda, mas muitos mais estão já na calha. Uns já quase prontos, outros em execução e outros ainda só projecto, nos próximos anos deverão surgir no distrito os Centros de BTT de Gouveia, Manteigas, Seia, Fornos de Algodres, Almeida e Guarda. 

Quando vários destes centros estiverem a funcionar será possível criar uma rede de ligação entre eles, proporcionando aos seus utilizadores largas centenas de quilómetros de trilhos e muitos dias de diversão, incluído nesses percursos a Serra da Estrela.

Fonte: https://www.facebook.com/terrasdocoa
Quanto ao passeio no Sabugal, contou com cerca de 50 ciclistas, que percorreram na sua maioria o percurso Verde e Azul, totalizando cerca de 35 km. 

Apesar da chuva e frio, deu para perceber que são trilhos com paisagens espectaculares e com o piso adequado para o nível de dificuldade pretendida. Há apenas a necessidade de remarcar alguns percursos, pois desde o inicio do projecto houve mais umas eleições autárquicas, o que por aqui significa sempre o aparecimento de alcatrão pelos caminhos rurais.


O Clube de Montanhismo da Guarda esteve presente com alguns dos seus sócios e ficou a vontade de voltar novamente e descobrir as restantes rotas.

No final do passeio foi oferecido pela Câmara do Sabugal um saboroso almoço a todos os participantes.


Espero que seja o ponto de partida para a criação de uma grande rede de Centros de BTT aqui pelas Beiras. É um equipamento que não exige grande investimento, mas com a capacidade de atrair um número considerável de praticantes de ciclismo para a região, quer Portugueses, quer Espanhóis.

Mais informações aqui.

domingo, 1 de junho de 2014

Volta da Posta II - IC5/N315 aberto a todos

Em Fevereiro fui com um grupo de amigos fazer um passeio de bicicleta, pela zona do Baixo Sabor, com o objectivo de conhecer a região antes de ser inundada por mais uma barragem.

Começando na aldeia da Foz do Sabor, com paragem quase no final da volta em Carviçais, onde iríamos saborear uma Posta à Mirandesa num afamado restaurante local.

Ver o relato aqui.

Infelizmente o passeio foi interrompido na passagem do Rio Sabor. Um troço da estrada N315 foi fundida com novo IC5 para fazer a passagem do Rio Sabor, evitando a construção de uma nova ponte e a poupança de alguns milhões de euros.

A ponte da N315/IC5 do Rio Sabor. Fonte: http://www.igeo.pt/mapviewer/
É uma situação muito comum noutros locais, onde na passagem de grandes rios as vias reservadas ao trânsito automóvel são abertas a todos os veículos e peões. Acontece por exemplo no IP3 na passagem do rio Mondego.

Mas no caso do IC5/N315, de certeza que alguém que não conhecia a região não decidiu assim, fechando esse troço da N315 aos veículos não automóveis e aos peões. De repente, os habitantes das duas margens tiveram uma nova fronteira, não podendo por exemplo passar com um tractor para a outra margem, mesmo se tivessem terrenos nos dois lados. O habitantes e autarcas locais alertaram quem de direito para este problema, foram feitas manifestações, mas nada mudou.

Ainda durante o passado mês de Fevereiro, a nossa aventura falhada chegou ao conhecimento de um companheiro de pedaladas, que é também deputado na Assembleia da Republica. Sobre este assunto, apresentou uma questão ao Ministro da Economia, juntamente com uma deputada do distrito de Bragança,  com o assunto "Atravessamento do Rio Sabor pela N315 interrompido pela IC5"-



A reposta do Ministério da Economia demorou alguns meses a chegar, mas foi positiva. Segundo a resposta, um pequeno troço do IC5 entre Parada/Sardão e a ligação ao lugar de S. Pedro foi aberto à passagem de veículos agrícolas. Entre S. Pedro e Meirinhos há depois um caminho de terra, permitindo retomar a N315 mais à frente.




Na reposta não estão referidas bicicletas. Mas se passam tractores, também deverão poder passar bicicletas, nem que seja preciso montar um arado! A Volta da Posta versão 2 está para breve!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Reportagem na RTP sobre a Serra da Estrela

É difícil ver um programa na televisão, quando é transmitido logo a seguir ao sermão do engenheiro filósofo. É que nem sem som se aguenta....

Por isso, para quem como eu não viu, aqui fica o link para uma excelente reportagem sobre a Serra da Estrela.

Reportagem: Estrela Nevada de 09 Fev 2014 - RTP Play - RTP


Em 30 minutos, muitos assuntos são abordados. Os automobilistas que gostam de arriscar a vida deles e de quem os salva, o pouco interesse que a Torre tem comparando o resto da Serra, as novas empresas de turismo na natureza, o queijo e a vida difícil de quem vive da terra, o "negócio" da Turistrela, a neve que é mais problema que outra coisa, os novos hotéis de charme, o Burel e o imponente Cão da Serra.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

No Sabor nascem vias-rápidas e a posta ficou por Sabor(ear)

Aqui bem perto do Distrito da Guarda está a nascer mais uma grande barragem, junto à foz do Rio Sabor.

Rio Sabor nasce junto à fronteira entre Portugal e Espanha, na Serra de Montesinho/Gamoeda, e desagua junto a Torre de Moncorvo e Pocinho, no rio Douro, na povoação de Foz do Sabor.

Se é necessária ou se vai servir apenas para encher mais os bolsos de ex-governantes e de capitalistas chineses...é discussão do passado, pois está pronta e a começar a encher, ajudada pelas abundantes chuvas deste Inverno.

Tornou-se por isso urgente visitar o local, já agredido pelo paredão da barragem, mas ainda quase sem água armazenada.

Aproveitando um fim-de-semana sem outros programas, desafiei alguns companheiros do pedal para ir conhecer o vale do Sabor, num percurso por estrada.. O estado do tempo quase fez anular a visita, mas à ultima hora as previsões apontavam 12 horas sem chuva, precisamente no dia previamente marcado.

O percurso, a percorrer no sentido horário.
Arrancámos da Guarda, ainda o dia a nascer, com muito frio e alguma chuva. Começamos as pedaladas precisamente na aldeia de Foz do Sabor, com a água do Sabor quase a tocar no tabuleiro da ponte que lhe dá acesso. O tempo estava muito nublado, mas não parecia ameaçar chuva.

A partida na aldeia de Foz do Sabor
Muitas tangerinas para apanhar. Este é um vale muito fértil!
Local onde o Sabor se junta ao Douro. O Sabor vem da esquerda e o Douro corre lá do fundo, após passar a Barragem do Pocinho.
O primeiros 5 km eram planos, paralelos ao Sabor, até se atravessar a Ribeira da Vilariça e a N102. O ideal para aquecer os músculos e apreciar a paisagem plana, coisa rara por estes lados!

A paisagem junto à Foz do Sabor, zona muito fértil, com calor e água com fartura.
Um Coelho a fugir!
Lá vai ele!
Depois era preciso vencer a primeira grande subida do dia, quase até à aldeia de Estevais. Durante a subida podemos ver já os efeitos da subida das águas provocada pelo 2.º escalão da barragem, que fica mesmo junto à Foz. A ponte antiga da N102 já estava praticamente submersa.

A nova ponte da N102. Ainda é possível ver vestígios da antiga.
Apontando mais para a esquerda, lá vai o Sabor já transformado em Albufeira.

A vista após muitas curvas e contracurvas da sinuosa e bela M611

Num miradouro, com vista para o vale da Ribeira da Vilariça.
Já por terrenos mais planos, foi possível aumentar a média e passar por Estevais, Cardanha e Gouveia. Aqui havia a opção de virar à esquerda e seguir já para Alfandega da Fé ou virar à direita para ver as vistas sobre o Sabor. Apesar do mau piso da estrada, virámos à direita, onde passado pouco tempos encontrámos o escalão principal da barragem, que vai dar origem a uma mega-albufeira com 60 km de extensão.

A paisagem agredida pelas obras da Barragem. Em breve vai ser um lago enorme.
Durante algum tempo pedalamos junto ao vale do Sabor, que de tão fundo poucas vezes deixava ver o rio. Passámos pelas aldeias de Cabreira, Picões, Ferradosa e Sendim da Serra.

Monte, montes e mais montes.
O piso exigia atenção para evitar furos ou avarias piores.


Felizmente o presidente da câmara lembrou-se de nós e arranjou este tapete!
Monte, montes e mais montes. O Sol começa a espreitar lá ao fundo.

Com pouco mais de 40 km chegámos a Alfandega da Fé. A distância ainda era pouca, mas as subidas já faziam estragos. Paragem num café, onde ninguém queria comer, come-se uma barra para não perder mais tempo, mas afinal todos aconchegaram a barriga. E com o que veio a seguir, ninguém se arrependeu.

A saída de Alfandega da Fé seria a descer até à Ribeira de Escaria, pela N215 e depois N315. Até ao nó de ligação do IC5 o piso era bom, mas depois disso estava destruído, possivelmente pela passagem dos camiões que estão a construir uma nova ponte sobre a Ribeira de Escaria, que também vai ser afectada pela barragem. 

Logo na primeira curva com mau piso uma máquina de filmar é triturada. Um dos companheiros trazia uma máquina de filmar presa ao quadro da bicicleta, com a vibração no mau piso o suporte rodou e a máquina foi apanhada pelos raios da roda de trás. Por sorte não se magoou, mas perdemos vários minutos a apanhar os destroços, a procurar o cartão de memória e a endireitar a roda que ficou bem empenada.

Com cuidado fizemos o resto da descida, até encontrar finalmente a Ribeira de Escaria, onde a nova ponte está quase concluída.

A Ribeira de Escaria, com a nova ponte quase concluída. A ponte antiga está escondida lá atrás pelo tabuleiro da nova. A outra ponde lá atrás é do IC5.
A vista por cima da ponte antiga. 
Falei aqui do IC5? Que veio trazer o progresso e desenvolvimento a toda esta região? Ou a isolar ainda mais os seus habitantes?

Mas antes disso, todo o ciclista sabe que depois de atravessar um curso de água é preciso subir. Foi o que nos esperou, numa subida inclinada e onde o mau piso tornava tudo mais difícil. Para piorar as coisas, começou a chover, primeiro pouco, mas no final da subida fomos recebidos por um diluvio acompanhado de ventos fortes, que faziam as gotas da chuva parecer agulhas.

Junto à aldeia de Sardão a N315 iria juntar-se ao IC5 durante alguns quilómetros, na passagem do Rio Sabor. Nos mapas mais antigos essa passagem do Rio Sabor pertencia à N315, mas com a conclusão das obras do IC5 as estradas unificaram-se entre o nó de Sardão e Meirinhos.

O IC5 é uma via reservada a automóveis, onde as bicicletas não podem circular. Mas existem outras situações de IC e IP onde na passagem de pontes é permitida a passagem de veículos não automóveis, por não existirem outras alternativas para esse tipo de veículos ou para peões.

Infelizmente não é o caso do IC5, onde populações de aldeias que estão praticamente à vista umas das outras, estão separadas por 70 quilómetros de distância, caso queiram cumprir a lei e não tenham um automóvel, como acontece com muitos dos habitantes idosos desta região. Quem tem terrenos agrícolas nas 2 margens do rio também não tem como passar um tractor de um lado para o outro.

Logo que chegámos ao IC5 um funcionário da Ascendi avisou-nos que não podíamos aí circular. Perguntámos por alternativas, ele disse que não havia, teríamos que voltar para Alfandega da Fé.

Molhados até aos ossos e com a Ribeira do Escaria pelo meio, voltar para trás não era opção. Logo após a ponte sobre o Rio Sabor havia um acesso para uma aldeia, São Pedro. Dessa aldeia há uma estrada para Meirinhos, onde a N315 já está separada do IC5. Seriam apenas 3 km no IC5, sempre a descer, numa zona onde o limite de velocidade é 60 km/h e onde só passa um carro de minuto a minuto.

Rapidamente fizemos a descida até ao acesso a São Pedro, onde encontrámos até à aldeia um alcatrão novo em folha. Mas afinal a estrada que ligava São Pedro a Meirinhos era um caminho escabroso em terra batida, com muita pedra à mistura. Com as bicicletas de estrada teria de ser feito a pé, seriam cerca de 5 km.

Voltar para o IC5 significa fazer vários quilómetros nessa estrada, por uma grande subida, quer para um lado, quer para o outro. Ir a pé pelo caminho de terra batida iria demorar mais de uma hora. A solução foi pedir boleia a um simpático casal que ia para Meirinhos, onde seria possível apanhar um táxi e ir buscar os carros à Foz do Sabor.

Fiquei com outros 4 companheiros em S. Pedro à espera dos 2 que foram de táxi buscar o carro. Fomos à procura do forno comunitário, onde havia alguma lenha para acender uma lareira e tentar secar as roupas encharcadas.

A lareira a começar a deitar algum calor (e muito fumo).
Após algum desconfiança inicial, provocada pela invasão daqueles seres de bicicleta, capacete e roupas coloridas, os habitantes locais lá meteram conversa connosco. Passado pouco tempo já nos tinham oferecido pão, presunto, vários tipos de chouriço, azeitonas e um jarro de vinho caseiro! Quentes, de barriga cheia e com quem conversar sobre a vida em S. Pedro, a espera pelo resgate foi curta!

Pão, presunto, chouriços, azeitonas e vinho. O povo português  é mesmo hospitaleiro!


Além de conhecer o Sabor ainda selvagem, iríamos aproveitar esta volta para almoçar em Carviçais, freguesia de Torre de Moncorvo, famosa pelo seu festival de rock e pela Posta à Mirandesa servida nos restaurantes locais. A Posta à Mirandesa ficou por Sabor(ear), mas está prometido novo passeio por estes lados, com paragem obrigatória em Carviçais.

Ficámos também a conhecer as gentes simpáticas de S. Pedro, que apesar de terem uma via rápida versão PPP-Socrática à porta de casa, que custou e vai custar ainda muitos milhões, vivem isolados das aldeias vizinhas. Um desenvolvimento feito a pensar nos negócios de milhões, decidido nos escritórios de grandes empresas, mas que esquece os problemas das pessoas que se poderiam resolver com tostões.

Leia aqui outro relato do mesmo passeio: http://bikevassourateam.blogspot.pt/2014/02/giro-no-pedal-reconday-volta-da-posta.html

Nota acrescentada a 12-02-2014:
Sobre a utilização do IC5 por veículos não automóveis (bicicletas, tractores, ciclomotores, peões) na zona sem outras alternativas junto ao Rio Sabor, hoje ligaram-me da Câmara Municipal de Alfandega da Fé. A câmara e as juntas da zona estão a fazer pressão junto das Estradas de Portugal para que o IC5 seja aberto a todos. O problema é que é uma estrada concessionada à ASCENDI e terá de haver uma alteração ao contracto efectuado entre o Estado e essa empresa.
Mas esperam que o problema seja resolvido à mesma.
Mas quem quiser reclamar junto das Estradas de Portugal só irá ajudar, fazendo pressão para que as coisas mudem.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mesmo sem Carnaval, o Galo não se safa!

Dizem para aí que vai deixar de haver Carnaval...o Galo estava todo contente, pensava que se ia safar!!!

Mas está com muito azar. O povo vai sair à rua, mesmo que esteja um temporal de chuva e neve! E o Galo, culpado da crise que vivemos, vai ser julgado, condenado e queimado numa grande fogueira! Vai dar uma canja saborosa, que vai aquecer a nossa alma!

Dia 11 de Fevereiro, todos os caminhos vão dar à Guarda! Quem nunca assistiu a este espectáculo, veja aqui algumas fotos de 2012 e 2011! A não perder!!



domingo, 18 de novembro de 2012

Crescem como Cogumelos

Nesta altura do ano, pelas matas e florestas aqui no interior, há um "manjar dos deuses" que literalmente "cresce como cogumelos"!

O ar puro e a ausência de grandes fontes de poluição são aliados das condições naturais que tornam a Beira Interior um paraíso para os apreciadores de cogumelos silvestres, com um sem número de espécies em quantidades sem fim!

Aproveitando esse recurso natural, as festas e festivais em sua honra são cada vez mais frequentes. 

Hoje foi dia de visitar uma das mais famosas e concorridas, o Miscaros - Festival do Cogumelo, que acontece todos os anos na aldeia de Alcaide, no concelho do Fundão.


O dia começou às 10:00, com um passeio micológico, orientado pelo Eng. Gravito Henriques.


Não foi preciso andar mais de 50 metros para encontrar os primeiros exemplares. Estavam bem camuflados, mas não escaparam aos olhos experimentados do Eng. Gravito Henriques.


 

 O Sol e a temperatura agradável para Novembro ajudaram a atrair centenas de pessoas ao passeio!


O passeio durou cerca de 2 horas e percorremos pouco mais 2 km, mas foi fácil encontrar uma grande quantidade de cogumelos, de várias espécies, tamanhos e feitios.


A animação foi uma constante em Alcaide. Aqui o "homem dos 7 instrumentos!"


A aldeia estava toda decorada com cogumelos e as garagens e arrecadações das casas foram transformadas em lojas ou tasquinhas.


 Depois do passeio foi servido um excelente arroz de cogumelos, confeccionado pelos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, com o patrocínio de uma cadeia de hipermercados. Delicioso!


Depois de almoço o chef João Hipólito confeccionou um Bucho de cogumelos, com produtos da NaturaFunchi, uma empresa do Sabugal que comercializa cogumelos silvestre frescos, secos e congelados.


A tarde continuou com a análise dos cogumelos recolhidos durante a manhã. Aqui um exemplar de Boletus, um cogumelo "topo de gama", que pode ser vendido a mais de 30 € cada um.


Uma pequena amostra dos cogumelos recolhidos durante a manhã, etiquetados com o nome e se são comestíveis ou venenosos. O dia ainda continuou com uma palestra sobre "O frade comestível e o falso frade venenoso" e a apresentação da "Cogus Box".
Para os apreciadores de cogumelos que a esta hora já estão a babar o teclado do computador (ou o ecrã da tablete), vêm agora as boas notícias. Para a semana as festas micológicas vão continuar!


No Sábado, dia 24,  perto da Covilhã, em Vales do Rio, o passeio micológico "À cata do miscaro".



Domingo, dia 25, no Feital (Trancoso), a actividade "Descoberta da Micologia Autóctone". A inscrição tem o valor de 15 €, incluindo o almoço que tem a seguinte ementa:

Entradas: Empadas de cogumelos; paté de cogumelos; quiche de cogumelos; saladas autóctones; enchido tradicional.
Sopa: Creme aveludado de castanhas.
Prato principal: Feijoada de cogumelos. acompanhada com arroz de buletos.
Sobremesa: Surpresa.
Bebidas: Infusão de Mentha Piperita.


Se gosta de cogumelos, que melhor pretexto é preciso para vir passar o fim-de-semana à Beira Interior?